Meias horas entre o agora e o depois, outro tempo e teria se ido
Meia lua no alto do céu denunciava o mês já corrido
Me ia dizer a verdade, pois tanto e profundo sentia
Me via em imagem turva, pois água do olhar vertia
Meias horas entre o agora e o depois, outro tempo e teria se ido
Meia lua no alto do céu denunciava o mês já corrido
Me ia dizer a verdade, pois tanto e profundo sentia
Me via em imagem turva, pois água do olhar vertia
Eleanor olhou a praia uma última vez, adivinhando ser a última.
Caminhou devagar pela orla.
Estava um lindo dia ensolarado de inverno. Nenhuma nuvem no céu, mas consideravelmente frio. Já não ousava nadar, nem mesmo em dias quentes.
"O que é esse espaço escuro, papai?", perguntou Aisha, deitada no chão da varanda, olhando para o céu.
Não recebeu resposta.
A menina, na inocência de seus seis anos, olhava para o céu noturno apaixonadamente, como sempre fizeram seus pais. Sempre se fascinou pelas estrelas, admirando as diferentes intensidades de brilho, variações de tonalidade, etc. Não conhecia as palavras "intensidade" ou "tonalidade", mas notava os fenômenos e os comparava; não saberia te explicar o que é "deleite", mas deleitava-se com tudo que via.