Algo rasgou sua calça e o arranhou na batata da perna direita. A dor, equivalente
à de um tiro de raspão, levou-o a emitir um gemido abafado. Os eventos que se
seguiram o fizeram desejar profundamente que fossem disparos de armas, mas não
eram. Sua expressão de dor foi abafada - insuficientemente, diga-se – por um
receio inconsciente de chamar a atenção, mas chamou. Imediatamente sentiu algo
agarrando-o no calcanhar da perna esquerda. O desespero impedia qualquer raciocínio,
ainda mais na ausência de algo para segurar. Não era possível identificar se eram
mãos ou garras, mas eram fortes, pois começaram a arrastá-lo para o lado –
suspeitou que fosse para o Oeste – com força suficiente para suspender do solo
metade do seu corpo, deixando-o na diagonal, com ombros, braços e cabeça ao chão.
Outros cortes começaram a ocorrer em suas pernas e costas, no sentido de seus pés.
Sentia trancos ao ser arrastado, além de ouvir alguns urros baixos.