Seguiram caminhando por quase uma hora, sem tecer qualquer comentário e
sem a mínima alteração na paisagem. Por vezes, um apertava o passo e, à frente
do outro, bebia água e molhava o rosto enquanto esperava ser alcançado. A cada
passo, com o suor brotava da pele também a dúvida se valia a pena o esforço. Marcus
imaginava que poderiam passar dias sem nada encontrar, se é que havia qualquer
coisa a ser encontrada, uma vez que não se podia perceber qualquer alteração na
paisagem à frente, enquanto a muralha se fundia com o horizonte. Como se
adivinhasse o pensamento do companheiro, Valdomiro quebrou o silêncio: