segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

#Vazio - Outra Manhã (21)


Não desejando transformar aquilo em um diário, optou pela terceira pessoa. O texto fluía enquanto o tempo passava. A sala estava em chamas, tomada pelas cores avermelhadas do sol poente, mas ele desprezava a fome que pedia pelo jantar. Desejava escrever. As letras escorriam de suas mãos e alimentavam o papel enquanto o ato criativo alimentava sua própria alma. Uma batida de porta em alguma sala no corredor interrompeu seu frenesi. Percebeu ter escrito mais de 20 páginas. “Deve bastar, por hoje!”. Revolveu as folhas e retornou à primeira. Encostou-se com mais conforto no leito para verificar o que produzira:

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

#Vazio - Outra Manhã (20)


Passou a imaginar se haveria qualquer conexão entre as duas realidades. Concluiu que não valeria a pena fugir do hospital e caminhar para o Leste, uma vez que não havia por ali qualquer movimento para o Oeste.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

#Vazio - Outra Manhã (19)


- Então sou um poeta?
- Começo a duvidar de que esteja levando a sério esta nossa conversa?
- Pelo contrário. Estou achando tudo isto muito interessante!
- O fato é que não se tem omeletes sem quebrar os ovos! Você é, digamos, uma criança que ignora o sabor da omelete! Eu também! A única diferença entre nós é que você está quebrando os ovos.
- Gostei disto!
- Eu também!