Muito tempo atrás, em uma
época em que a informação não voava pelo ar e não saltava de cubos e tabuas de
luz, valorizava-se a sabedoria, a qual gotejava lentamente de um espírito para
outro em uma mágica relação na qual um vaso meio cheio, ao verter seu conteúdo
sobre um vazio, concluía o processo pleno, ao lado doutro vaso pleno. Naquele
“quando” existiu um “onde”, um vilarejo simples e pequeno, no qual floresceu um
grande espírito. “O Sábio” era como o chamavam.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Conto - O Sábio e o Homem do Inferno – Parte 2
Não era difícil encontrar o
caminho. Havia uma trilha invisível no ar, um feixe de tristeza e desolação. Um
curso no qual o canto dos pássaros era progressivamente mais baixo, até não ser
mais ouvido. As árvores, com galhos espaçados e folhas vibrantes convertiam-se em
emaranhados doentios; folhagens escuras transformavam os raios solares em
lembranças distantes. O menino, porém, seguia. De algum modo todos os temores
infantis em relação ao desconhecido que tinha adiante eram ofuscados por um
medo ancestral de voltar atrás. Não podia recuar. Sobretudo, não podia falhar.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Conto - O Sábio e o Homem do Inferno
Muito tempo atrás havia um
pequeno vilarejo que prosperava ao redor de um austero palácio. Ali vivia uma
família de origem desconhecida; um casal de andarilhos que pediu abrigo quando
a mulher estava prestes a dar a luz. Os moradores, muito solícitos, acolheram a
família e cuidaram da mulher como puderam, mas o parto foi extremamente difícil
e a criança não resistiu.
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