No escuro escutava o quase inaudível som de respiração. Ouvia também, ou sentia, o próprio coração.
O escuro não era completo. Era aquele suave tom de cinza natural de quando se insiste em manter os olhos fechados, embora já tenha amanhecido.
Desfrutou, por alguns instantes, da simples realidade de existir ali, no quase silêncio, no quase escuro, no quase frio.